Reforma Tributária | Finanças Corporativas

Consultoria Financeira para Reforma Tributária

Capa Insight

Consultoria Financeira na Reforma Tributária: Impactos no Fluxo de Caixa e na Rentabilidade

Atuação estratégica ao lado da contabilidade e da TI da sua empresa, sem substituir o trabalho técnico das duas áreas.

Por Viviane Ferreira, economista com mais de 30 anos de experiência. Fundadora e Consultora Estratégica da Crescer com Controle.

A Reforma Tributária vai além da apuração de impostos. A transição para o IVA Dual (CBS e IBS), entre 2026 e 2033, muda a forma de gerir o negócio e, sem planejamento adequado, pode pressionar o capital de giro, a liquidez, a formação de preços, o aproveitamento de créditos fiscais e as margens.

A regra mudou, e gerir o negócio passa a exigir um novo aprendizado. Muitas vezes, o empresário nem sabe que pergunta fazer neste cenário. Por isso, a consultoria financeira para Reforma Tributária tem um papel educativo: explicar as novas regras em linguagem simples, para que você entenda o que muda na sua empresa e decida com segurança.

Transformar a legislação em sistemas é uma das maiores preocupações da transição. A TI é peça central: ERP, automação e ferramentas de inteligência artificial, incluindo agentes, ajudam a aplicar as novas regras, conferir os créditos de IBS e CBS e reduzir erros de rotina. Mas o sistema executa apenas o que foi definido, e por isso a integração entre Financeiro, Contabilidade, TI e diretoria é indispensável.

Enquanto grande parte do mercado discute alíquotas e obrigações fiscais, a Crescer com Controle define, com a contabilidade e a TI, as regras financeiras que o sistema vai executar, para antecipar riscos e oportunidades antes que apareçam no caixa, na DRE e na rentabilidade.

Principais Impactos Financeiros da Transição Tributária

Folha de Pagamento sem crédito de IBS e CBS: um dos maiores desafios da Reforma Tributária

A folha de pagamento não gera créditos de IBS e CBS. Como salários, encargos e pró-labore ficam fora da sistemática de não cumulatividade, empresas com forte dependência de mão de obra tendem a absorver parcela maior da carga tributária. O impacto pode ser percebido na margem operacional, no EBITDA, na formação de preços e na geração de caixa, exigindo revisão da estrutura de custos, do modelo de contratações e do planejamento financeiro. Para preservar a competitividade durante a transição, torna-se essencial projetar cenários, reavaliar a matriz de custos e analisar alternativas legítimas de terceirização de serviços.

➜ Reforma Tributária - Folha de Pagamento: Impacto no RH

Fornecedores do Simples Nacional na Reforma Tributária: impacto nos créditos fiscais

Como a folha não gera crédito, as compras passam a ser uma das principais fontes de crédito da empresa, e a Reforma Tributária torna a escolha dos fornecedores uma decisão também financeira. Nas aquisições de empresas do Simples Nacional que permanecerem recolhendo IBS e CBS dentro do DAS, o crédito pode ser inferior ao gerado por fornecedores sujeitos ao regime regular ou ao regime híbrido. Na prática, isso pode aumentar o custo líquido das compras, reduzir a eficiência tributária da operação e pressionar margens, especialmente em cadeias B2B. Por isso, a análise de fornecedores deixa de considerar apenas preço e prazo, passando a incluir também o impacto dos créditos tributários sobre o caixa e a rentabilidade.

Como os créditos tributários acumulados afetam o caixa da empresa

Mesmo quando o crédito é gerado, ele não vira caixa automaticamente. Créditos acumulados de IBS e CBS permanecem registrados no ativo enquanto aguardam compensação ou ressarcimento, o que pode pressionar temporariamente a liquidez e exigir planejamento financeiro mais rigoroso.

Mesmo com o efeito sobre o caixa, a LC 214/2025 (art. 39) fixa prazos para analisar os pedidos de ressarcimento: 30, 60 ou 180 dias, conforme o perfil da empresa. Sem manifestação do Fisco, o crédito deve ser ressarcido nos 15 dias seguintes, corrigido pela Selic se os prazos forem descumpridos. Havendo fiscalização, o prazo é suspenso e pode chegar a 360 dias. No planejamento de caixa, considere o prazo aplicável à sua empresa, e não apenas os 15 dias finais.

Split Payment e fim da folga de caixa dos tributos: como a liquidez da empresa é afetada

Com o Split Payment, o IBS e a CBS serão retidos no momento da liquidação financeira. A empresa perde parte da folga de caixa que hoje existe entre a venda e o recolhimento do imposto, e a Necessidade de Capital de Giro (NCG) tende a aumentar. A acumulação temporária de créditos de IBS e CBS soma-se a esse efeito e pode aumentar a necessidade de capital de giro até sua compensação ou ressarcimento.

A LC 214/2025 prevê o Split Payment e determina que ato conjunto da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS estabeleça sua implementação gradual e as hipóteses de adoção facultativa. Segundo anúncio da Receita Federal de 30/08/2026, há previsão de adoção gradual e facultativa em 2027 e de obrigatoriedade entre empresas em 2028, embora esse calendário ainda dependa de regulamentação específica.

Para preservar a liquidez, vale revisar a gestão de caixa, os prazos comerciais, os créditos tributários e a parametrização do ERP.

Atenção ao Split Payment simplificado: essa modalidade pode limitar o aproveitamento imediato de créditos pelo adquirente, exigindo avaliação prévia dos impactos financeiros e comerciais da operação.

➜ Split Payment: Cronograma Oficial 2027-2028 da Receita | ➜ NCG na Reforma Tributária: Split Payment e Fleuriet

Split Payment, bancos e stakeholders: como explicar as mudanças nas demonstrações financeiras

Recompor o capital de giro com crédito bancário pode custar caro, e os bancos podem ficar mais criteriosos ao analisar o que a empresa reporta. Ao mesmo tempo, a transição altera a leitura das demonstrações financeiras:

  • Demonstração do Resultado (DRE): a apresentação da receita e da margem muda durante a transição, como detalhado mais adiante neste texto.
  • Balanço Patrimonial: os créditos acumulados de IBS e CBS ficam registrados no ativo, sem virar caixa.
  • Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC): o caixa das vendas tende a chegar já líquido do imposto retido, o que altera o momento e a apresentação do fluxo operacional.

Bancos, investidores e sócios vão querer entender essas variações. Sem explicação, uma queda de receita ou de margem pode ser lida como perda de desempenho, quando pode ser efeito da transição.

A auditoria interna e a controladoria ajudam a explicar os números. Elas verificam se DRE, balanço e DFC estão consistentes com as regras validadas pela contabilidade e documentam as mudanças de critério, para que a empresa apresente os resultados a bancos e stakeholders com base em evidência.

Por isso, vale estruturar um comitê de transição da Reforma Tributária, com Financeiro, Contabilidade, TI, Jurídico e diretoria, e contar com uma consultoria especializada para conduzir esse trabalho e explicar as mudanças a quem analisa a empresa.

Marketing e posicionamento: por que a Reforma Tributária obriga a revisar

A Reforma Tributária muda o preço, e o preço faz parte da proposta que o cliente compra. Por isso, além do financeiro, o impacto também é comercial.

  • Proposta de valor: com o novo preço, o cliente precisa continuar enxergando motivo para comprar.
  • Segmento prioritário: quem gera ou recupera crédito reage ao preço de forma diferente de quem não recupera. O cliente mais rentável hoje pode não ser o mesmo amanhã.
  • Mix de produtos: a carga tributária e o crédito gerado variam por produto e serviço, então o que dá margem hoje pode deixar de dar.
  • Comunicação: um reajuste mal explicado afasta clientes que o preço, sozinho, não afastaria.

O risco é decidir sem enxergar o impacto. Muitos empreendedores não sabem a margem por produto, o custo real de cada serviço ou o perfil de cada cliente. Sem esses dados, não dá para saber onde a reforma ajuda e onde pressiona, e a reprecificação vira decisão sem base. As consequências dessas decisões aparecem depois na DRE, e a própria leitura da DRE também muda durante a transição.

DRE, EBITDA e Valuation na Reforma Tributária: riscos da transição

A migração do imposto "por dentro" para "por fora" tende a reduzir a Receita Bruta reportada, sem que tenha havido queda real nas vendas. Durante a transição (2026–2033), a convivência entre os dois modelos pode alterar a leitura da Margem EBITDA (%) e da DRE gerencial. Além de poder distorcer múltiplos de valuation em processos de M&A, essa variação contábil pode afetar covenants bancários e metas de bônus atreladas ao faturamento, caso os contratos não sejam repactuados previamente.

➜ Reforma Tributária: DRE, EBITDA e Capital de Giro

Convivência de regimes tributários (2026–2033): o custo invisível da transição

Essa convivência entre modelos vai além da DRE. A transição da Reforma Tributária ocorre entre 2026 e 2033 e exigirá a operação de dois modelos tributários por vários anos. Nesse período, as empresas terão de adaptar sistemas, processos e controles para administrar tributos, créditos e obrigações distintas até a extinção do ICMS e do ISS em 2033.

Esse cenário aumenta os custos de adequação em frentes como ERP, compliance fiscal, gestão de créditos tributários e planejamento de caixa diante do Split Payment. Para muitas empresas, o custo da transição pode ser mais relevante no curto prazo do que a própria alíquota do novo sistema.

➜ Reforma Tributária: O Custo Invisível da Transição

Como a Reforma Tributária Afeta a Gestão Financeira da Sua Empresa?

A transição para a CBS (âmbito federal) e para o IBS (âmbito estadual e municipal) exige mais do que conformidade fiscal. Sem o devido planejamento financeiro, a operação pode enfrentar riscos estruturais.

Formação de Preços na Reforma Tributária: O Impacto nos Canais B2B e B2C

O cálculo do imposto "por fora" desvincula o preço líquido do IBS e CBS destacados, redefinindo os parâmetros da precificação corporativa. Nas operações B2B, argumentar reajustes pela alíquota nominal tende a não se sustentar, pois o comprador recupera o imposto na sua cadeia de créditos fiscais. Nas vendas B2C, onde a carga é repassada ao consumidor final, empresas de serviços e operações com baixa geração de créditos podem enfrentar maior resistência de preços. Sem reestruturar as tabelas comerciais e o cálculo de comissões sobre a receita líquida, a manutenção do modelo antigo pode comprometer a lucratividade e reduzir a margem operacional tanto no B2B quanto no B2C.

➜ Reforma Tributária: Impactos no Comercial e Caixa

Reprecificação na Reforma Tributária: etapas de ajuste de preços entre 2027 e 2033

A transição não é um evento único. Como os tributos antigos saem e os novos entram por etapas, a composição do imposto dentro do preço muda várias vezes, e cada mudança pede uma nova revisão de preço e de margem.

  • 2027: a CBS substitui o PIS e a Cofins. O preço deixa de carregar esses tributos embutidos, e a CBS passa a ser somada por fora.
  • 2029: começa a redução do ICMS e do ISS, com aumento proporcional do IBS. A composição do preço muda, e o crédito que o comprador aproveita também.
  • 2030, 2031 e 2032: o movimento se repete a cada ano, com menos ICMS e ISS e mais IBS destacado.
  • 2033: o ICMS e o ISS são extintos, o IBS vale por completo e os benefícios fiscais ligados ao ICMS deixam de existir.

Quem reajusta o preço uma única vez tende a descobrir, nos anos seguintes, que ele deixou de refletir a carga real. Por isso, reprecificar passa a ser um processo contínuo, que depende de conhecer a margem por produto e o perfil de cada cliente.

Reforma Tributária em Procurement: Eficiência Fiscal e Competitividade de Fornecedores

A Reforma Tributária (IVA Dual: CBS e IBS) transforma a área de Compras em um dos pilares da estratégia fiscal e financeira, alterando diretamente a formação de preços, o planejamento logístico e a seleção de fornecedores pelo custo líquido real das aquisições.

Com o fim da guerra fiscal e a cobrança do imposto no destino, filiais mantidas apenas por benefícios de ICMS perdem o sentido, forçando a reestruturação da malha logística com foco em eficiência e prazo real. Ao mesmo tempo, a regra do crédito integral muda a seleção de parceiros comerciais, trocando a análise do preço bruto pelo custo líquido efetivo.

Por outro lado, o Imposto Seletivo (IS) surge como um custo direto: por não gerar crédito, o tributo pode aumentar o custo de aquisição e operação de produtos sujeitos à sua incidência, como bebidas açucaradas, bebidas alcoólicas e outros bens abrangidos pela legislação. Diante desse cenário, a área de Procurement passa a exigir revisão contratual, governança de dados e integração tributária para recalcular margens e proteger o caixa.

➜ Reforma Tributária e Compras - Procurement e Supply Chain

O que muda com a Reforma no Contas a Pagar, Receber, Créditos e Cobrança

A Reforma Tributária amplia a integração entre gestão financeira e controle tributário. Processos de contas a pagar, contas a receber, crédito e cobrança passam a influenciar não apenas o fluxo de caixa, mas também o aproveitamento dos créditos de IBS e CBS.

Contas a Receber e Gestão de Crédito

O acompanhamento deixa de se concentrar apenas em vencimentos e inadimplência. Pela LC 214/2025, o cliente só se apropria do crédito de IBS e CBS quando o débito da operação é extinto por uma das formas previstas em lei, como o pagamento pelo fornecedor, o split payment ou o recolhimento pelo adquirente (RAD). Enquanto nem o split payment nem o RAD estiverem implementados, o crédito depende apenas do destaque correto na nota fiscal (art. 48).

Conforme esses mecanismos forem implementados, a forma e o momento do recebimento passam a importar para o crédito do cliente, o que exige mais controle sobre recebimentos e concessão de crédito.

Contas a Pagar e Aproveitamento de Créditos

O processo de pagamento a fornecedores passa a exigir validações fiscais mais rigorosas. Inconsistências cadastrais ou erros de parametrização podem comprometer o aproveitamento dos créditos de IBS e CBS, afetando diretamente custos, margem e liquidez.

Inadimplência, Crédito e Cobrança: novo risco para caixa e crédito fiscal

A inadimplência continua sendo um risco financeiro relevante e, à medida que os mecanismos de extinção do débito forem implementados, pode afetar também o aproveitamento dos créditos tributários ao longo da cadeia. Empresas com prazos longos de pagamento precisarão reforçar a análise de risco de clientes, revisar políticas de crédito, prazos comerciais e a régua de cobrança, e acompanhar o impacto sobre o fluxo de caixa e o capital de giro.

Plano de Ação do CFO na Reforma Tributária: como preparar a empresa

A Reforma Tributária altera fluxo de caixa, rentabilidade e governança, exigindo que a diretoria financeira assuma a liderança da transição. Para proteger caixa, margem e rentabilidade, a agenda prioritária do CFO deve focar em seis pilares executivos:

  • Preservação de margem: diagnóstico da transição do imposto "por dentro" para o imposto destacado ("por fora") na tabela de preços e na rentabilidade por canal.
  • Proteção da liquidez: readequação da tesouraria para a perda do float tributário e gestão do impacto do Split Payment na liquidez diária.
  • Custo efetivo de suprimentos: avaliação da cadeia de fornecedores pelo crédito de IBS e CBS que cada regime gera, e não só pelo preço.
  • Governança de TI e contratos (com o Jurídico): definição das regras de negócio que orientarão a parametrização do ERP e a revisão de cláusulas comerciais de longo prazo.
  • RH, Logística, P&D e Operações: reavaliação do custo do trabalho sem crédito de IBS e CBS, revisão da malha de Centros de Distribuição diante do fim gradual da guerra fiscal e regras de Pós-Venda e Devoluções no Split Payment.
  • Controladoria, Balanço e Capital: repactuação de covenants bancários, adaptação dos indicadores para investidores e estratégias de ressarcimento e uso de saldos credores acumulados para liquidez.

Como a readequação de sistemas, a revisão de regimes tributários e a renegociação de contratos levam meses, essa agenda não pode ser postergada.

CFO as a Service na Reforma Tributária: comando da agenda financeira sem aumentar sua estrutura fixa

Para empresas sem diretoria financeira dedicada, ou com executivos absorvidos pela operação, conduzir a transição exige um braço estratégico especializado.

É nesse ponto que a Crescer com Controle atua com o CFO as a Service: lidera a agenda financeira, estrutura os seis pilares e trabalha em conjunto com a sua Contabilidade e a sua TI, sem substituí-las, integrando as áreas em torno de uma única estratégia para proteger caixa, margem e governança até 2033.

Rolling Forecast: previsibilidade de caixa na transição tributária

Embora a Reforma Tributária produza impactos em diversas áreas da empresa, o Split Payment tende a ser uma das principais preocupações para organizações com capital de giro limitado, pois afeta diretamente a liquidez e a disponibilidade de caixa. Por isso, no modelo de CFO as a Service,  Fluxo de caixa, Orçamento e DRE são integrados em um Rolling Forecast, permitindo revisar projeções continuamente, antecipar impactos na liquidez e tomar decisões mais rápidas e seguras diante das mudanças trazidas pela Reforma Tributária.

Estratégia e previsão juntas para proteger o seu caixa.

➜ CFO as a Service na Reforma Tributária: como proteger caixa e margem da sua empresa

Além da Tecnologia: Governança e Regras de Negócio na Adequação do ERP

Atualizar o ERP para calcular IBS e CBS é uma etapa indispensável, mas insuficiente. O sistema executa parâmetros. Ele não define lucratividade, não renegocia contratos e não avalia o risco de inadimplência na cadeia. As regras vêm da estratégia do negócio, e a TI as coloca em prática.

Por isso, é importante contar com automação e inteligência artificial. Elas ampliam a capacidade de execução da TI: conferem documentos fiscais, cruzam dados de fornecedores e sinalizam inconsistências nos créditos de IBS e CBS. Para funcionar bem, dependem de classificação fiscal validada pela contabilidade e de regras de negócio definidas.

Cadastro Fiscal no ERP: Os novos campos obrigatórios da Reforma Tributária

A adequação passa por cadastros, parametrizações e pela qualidade dos dados usados na emissão de documentos fiscais. Campos como CST e cClassTrib passam a ter importância estratégica para aplicar corretamente as regras tributárias, aproveitar créditos e identificar benefícios ou reduções previstos em lei. Erros cadastrais ou parametrizações inconsistentes geram retrabalho operacional e divergências fiscais.

TI na Reforma Tributária: Parametrização e estrutura de dados no ERP

  • Parametrização e ajuste do ERP
  • Automação bancária para o Split Payment
  • Homologação técnica do faturamento
  • Regra de formação de preços na transição
  • Relatórios operacionais e painéis de BI para apuração de créditos
  • Adaptação de relatórios gerenciais, como DRE e Balanço, para refletir a convivência entre o sistema atual e o novo durante a transição

A Regra de Negócio na Reforma Tributária: A integração entre diretoria e operações

  • Mapeamento e recomposição da estrutura de custos
  • Formação de preços e alinhamento ao mercado
  • Reavaliação da cadeia de suprimentos (Simples Nacional vs. Lucro Real/Presumido)
  • Revisão de cláusulas e reequilíbrio contratual
  • Reestruturação do fluxo de caixa sob a dinâmica do Split Payment

Os Riscos da Atuação Isolada na Reforma Tributária

Sem governança integrada, a TI atua apenas de forma reativa. Corrige falhas de integração ou paradas no faturamento somente depois do bloqueio de créditos e do impacto no caixa.

Consultoria para Adequação do ERP e Governança na Reforma Tributária

O fornecedor do ERP entrega a ferramenta e os novos campos no sistema. A classificação fiscal de cada operação (alíquota, CST e cClassTrib) e a definição dos créditos aproveitáveis são validadas pela contabilidade ou pelo tributarista da empresa. A Crescer com Controle atua na etapa seguinte: traduzir essa classificação já validada em regras financeiras para o sistema, como formação de preços, política de crédito e cobrança, prazos e efeito no caixa.

Nossa equipe organiza essas regras de negócio, com base na classificação validada pela contabilidade, e entrega à TI e à consultoria do ERP uma especificação funcional para a parametrização. O objetivo é que o sistema seja configurado com critérios definidos e documentados, e testado antes de entrar em produção, para reduzir o risco de rejeição de notas fiscais, de perda de créditos e de surpresas no caixa.

➜ Como Adequar o ERP à Reforma Tributária: TI e Governança

Como a Reforma Tributária Impacta Cada Regime e Setor

A Reforma Tributária não gera o mesmo resultado para todas as empresas. O impacto varia conforme o regime tributário, a estrutura de custos, o perfil dos clientes, a posição na cadeia de valor e a capacidade de aproveitamento dos créditos de IBS e CBS.

Por isso, decisões sobre enquadramento tributário, precificação, política comercial e capital de giro devem ser tomadas com base em simulações financeiras e não apenas na carga tributária nominal.

Direcionamento estratégico: a melhor escolha não é necessariamente a de menor carga tributária, mas a que produz o melhor resultado para o negócio no longo prazo.

Lucro Presumido e Lucro Real

Com a CBS e o IBS, as duas opções passam a apurar esses tributos com créditos, o que exige mais controle, compliance e parametrização do ERP. A diferença entre os regimes passa a pesar sobretudo no IRPJ e na CSLL.

A LC 224/2025 acrescentou 10% ao percentual de presunção de IRPJ e CSLL sobre a parcela da receita bruta acima de R$ 5 milhões por ano (R$ 1,25 milhão por trimestre). Para serviços em geral, a presunção de 32% passa a 35,2% sobre o excedente. O tema é questionado na Justiça, com liminares e a ADI 7920 no STF.

➜ Lucro Presumido e Reforma Tributária: impactos e regras

Simples Nacional: híbrido ou DAS

Empresas do Simples Nacional precisarão avaliar se mantêm o IBS e a CBS dentro do DAS ou se optam pelo regime regular. A decisão depende do perfil dos clientes, da geração de créditos tributários, da estrutura de custos e dos impactos no caixa.

A opção pelo regime regular de IBS e CBS para o primeiro semestre de 2027 poderá ser feita até 30/10/2026. Já a opção pelo Simples Nacional para 2027 deve ser realizada até 15/10/2026. O cancelamento de qualquer das opções poderá ser feito entre 03/11 e 20/12/2026.

Atenção: quem optar pelo regime regular deve avaliar não apenas os ganhos de crédito tributário. Pela Lei Complementar nº 214/2025, empresas que receberem ressarcimento de créditos de IBS ou CBS não poderão voltar ao DAS para esses tributos no ano do ressarcimento nem no seguinte.

Quem não optar pelo regime regular para o primeiro semestre de 2027 terá nova oportunidade de adesão para o segundo semestre, conforme calendário do CGSN.

➜ Simples Nacional híbrido ou DAS

Simples Nacional por setor

A mesma escolha pode produzir resultados diferentes conforme o segmento.

➜ Simples Nacional híbrido ou DAS por setor 2026

  • Serviços: maior influência do custo da folha de pagamento.
  • Comércio: peso da competitividade B2B e da recuperação de créditos.
  • Indústria: relevância da cadeia de fornecedores, dos insumos e do capital de giro.

Consultoria Financeira e Assessoria Contábil: A parceria estratégica para gerir o caixa

A consultoria financeira atua em alinhamento com a contabilidade, o departamento fiscal, o jurídico e a TI, somando forças sem substituir a expertise dessas áreas. A assessoria fiscal e contábil garante a conformidade e a segurança perante o Fisco, e a consultoria desdobra essas premissas técnicas em decisões de precificação, margem e liquidez.

Conformidade responde a uma pergunta: a empresa está em dia com a legislação? A gestão financeira responde outra, igualmente importante: a empresa continuará gerando resultado, liquidez e capacidade de crescimento no novo cenário tributário?

Nosso Diferencial Estratégico: Da Conformidade Contábil à Gestão do Caixa

Assessoria Fiscal e Contábil (Segurança e Conformidade)

Consultoria Financeira Estratégica (Gestão de Caixa e Margem)

Valida e apura as guias de recolhimento dos tributos (CBS/IBS).

Recalcula a formação de preços e a estrutura de margens.

Assegura a conformidade fiscal perante a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS.

Projeta a Necessidade de Capital de Giro (NCG) e a liquidez da operação.

Cadastra as alíquotas vigentes e apura os créditos escriturais do período.

Modela os impactos do Split Payment no fluxo de caixa e na DRE gerencial.

Garante o cumprimento de obrigações acessórias e protege contra autuações.

Analisa o efeito sobre EBITDA e valuation.

Como a Consultoria Atua Lado a Lado com a Contabilidade, a TI e a Diretoria

  • Contabilidade: traduzimos a dinâmica do IBS e da CBS em premissas de precificação, aproveitamento de créditos e análise de margem, em alinhamento com a apuração fiscal.
    • Antes da apuração: alinhamos premissas de precificação, créditos tributários e projeções financeiras com base nos dados da operação.
    • Após a apuração: transformamos informações contábeis e fiscais em informação financeira para apoiar as decisões da diretoria e dos sócios.
  • TI: convertemos as regras de negócio e a mecânica do Split Payment em especificações para o ERP, com dados consistentes.
  • Alta Direção (C-Level): mapeamos cenários de fluxo de caixa, DRE e valuation para antecipar desvios de margem e apoiar as decisões estratégicas do negócio até 2033.

A contabilidade cuida da conformidade fiscal; a TI atua na eficiência operacional; a consultoria financeira da Crescer com Controle foca no lucro, na NCG e no valuation. Sem essa visão integrada, o risco deixa de ser apenas fiscal e passa a ser gerencial: descobrir tarde demais que preços, custos ou resultados já foram impactados.

Áreas de atuação na Reforma Tributária

Planejamento financeiro, simulação de cenários e precificação

  • Revisão de margens: análise detalhada da DRE e reestruturação das tabelas de preços com base na nova estrutura de custos.
  • Modelagem Orçamentária (Budget & Rolling Forecast): projeções contínuas de geração de caixa ajustadas ao período de transição até 2033, incorporando as variações na estrutura de custos, o aproveitamento de créditos fiscais entre os regimes e o impacto do Split Payment na liquidez.
  • Simulação e Modelagem de Regimes Tributários: avaliação do enquadramento mais vantajoso sob a ótica do IVA Dual, incluindo o trade-off do Simples Nacional (apuração no DAS vs. recolhimento "por fora" para repasse integral de créditos B2B) e a viabilidade da migração do Lucro Presumido para o Lucro Real, considerando a perda da simplicidade operacional, o peso do cumprimento das novas obrigações e o impacto real na margem e no capital de giro.

Gestão de caixa, liquidez e capital de giro

  • Readequação do Ciclo Financeiro e da Tesouraria: redesenho das projeções de disponibilidades diante do fim do float tributário e da retenção automática via Split Payment, aplicando testes de estresse de liquidez (com foco no custo de antecipação de recebíveis e na expansão da necessidade de capital de giro).
  • Impacto financeiro dos créditos fiscais: gestão e auditoria contínua dos créditos de IBS e CBS, com monitoramento da regularidade fiscal dos fornecedores para reduzir o risco de glosa e perda de margem.
  • Crédito e cobrança: revisão dos critérios de concessão de crédito e da régua de cobrança para mitigar riscos de inadimplência e fortalecer a gestão de caixa em um cenário de Split Payment.
  • Riscos de Compliance e Aproveitamento de Créditos: revisão de cadastros, processos e controles fiscais para reduzir riscos de glosas e divergências que possam afetar o aproveitamento de créditos de IBS e CBS e gerar impactos na liquidez da empresa.

Controladoria e integração contábil-gerencial

  • Integração entre DRE, Fluxo de Caixa e Planejamento Financeiro: alinhamento das informações contábeis, financeiras e tributárias para apoiar decisões mais assertivas e garantir maior previsibilidade dos resultados.
  • Qualidade e Consistência das Informações: revisão de processos e controles para reduzir inconsistências operacionais e fiscais, fortalecendo a apuração tributária e a confiabilidade dos indicadores de gestão.
  • Monitoramento e Acompanhamento Gerencial: utilização de relatórios e indicadores para acompanhar os impactos do IVA Dual sobre caixa, rentabilidade e capital de giro, permitindo ajustes contínuos no planejamento financeiro.

Processos e automação (Digital Finance)

  • Orientação para adequação de ERP: alinhamento técnico entre os fluxos financeiros, a TI e os fornecedores de software de gestão para a correta parametrização dos sistemas, incluindo documentos fiscais eletrônicos, cadastros/NCM e integração bancária via API.
  • Capacitação da equipe: treinamento dos times de compras, vendas e tesouraria para tomada de decisão fundamentada em relatórios gerenciais.

Integração das áreas e governança

  • Compras e Jurídico: due diligence de fornecedores, cláusulas de compliance fiscal e revisão de contratos (preços, aditivos e regras de inadimplência).
  • Produção, Qualidade e Logística: controles para o estorno de créditos sobre perdas, rejeições e devoluções, e parametrização correta de CT-e e remessas para armazéns terceirizados.
  • RH: análise do custo de folha (que não gera crédito), benefícios, PLR e terceirização versus contratação direta.
  • Conselho e Valuation: revisão de covenants bancários, política de dividendos e modelagem do valuation com EBITDA e NCG ajustados.

Quem Precisa de Consultoria Financeira para a Reforma Tributária?

A consultoria financeira na Reforma Tributária é indicada para empresas que precisam avaliar os impactos da transição sobre geração de caixa, liquidez, capital de giro, precificação, margens e rentabilidade, especialmente quando não contam com uma estrutura financeira dedicada para conduzir esse processo.

Este serviço é indicado para:

  • Empresas que desejam entender os impactos financeiros da Reforma Tributária antes que eles apareçam nos resultados.
  • Organizações que precisam integrar Financeiro, Fiscal, TI, Compras, Comercial, RH e Jurídico em um único plano de ação.
  • Empresas que querem simular cenários, revisar processos e adaptar orçamento, fluxo de caixa e DRE ao novo ambiente tributário.
  • Negócios preocupados com os efeitos do Split Payment, da gestão de créditos tributários e da necessidade de capital de giro.

Este serviço não é indicado para:

  • Empresas que buscam apenas apuração de tributos ou entrega de obrigações fiscais.
  • Negócios que precisam exclusivamente de parametrização técnica de ERP.

A atuação da Crescer com Controle complementa o trabalho da contabilidade, do fiscal e da TI, traduzindo os impactos da Reforma Tributária em decisões de gestão, rentabilidade e geração de caixa.

Por que escolher a Crescer com Controle

  • Mais de 30 anos de experiência em finanças corporativas: atuação em planejamento financeiro, controladoria, tesouraria e gestão de resultados, acompanhando diferentes mudanças econômicas, tributárias e regulatórias ao longo das últimas décadas.
  • Foco em caixa, rentabilidade e gestão de riscos: projetos voltados à melhoria da geração de caixa, análise de margens, gestão do capital de giro e avaliação dos impactos financeiros das decisões estratégicas.
  • Experiência em diferentes setores: atuação junto a empresas da indústria, comércio e serviços, considerando as particularidades operacionais, tributárias e financeiras de cada segmento.
  • Atendimento presencial e remoto: capacidade de apoiar empresas em todo o Brasil, de forma presencial ou remota, com processos de acompanhamento e governança adaptados à realidade de cada negócio.

Liderança Técnica e Executiva

Viviane Ferreira | Fundadora e Consultora Estratégica

Economista com mais de 30 anos de experiência em gestão financeira, controladoria, planejamento financeiro e estratégia empresarial. Graduada em Ciências Econômicas pela Universidade Anhembi Morumbi, possui pós-graduação em Mercado Financeiro pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Ao longo da carreira, atuou na liderança de projetos de transformação financeira, planejamento estratégico, gestão de caixa, controle de resultados e adaptação a mudanças tributárias e regulatórias. Atualmente, apoia empresas na preparação para a Reforma Tributária e no fortalecimento da gestão financeira por meio de soluções executivas sob demanda.

Perguntas Frequentes - FAQ - Reforma Tributária e Gestão Financeira

O que pode acontecer com uma empresa que não se prepara para a Reforma Tributária?

A empresa pode permanecer em conformidade com a legislação e, ainda assim, perder rentabilidade, competitividade e capacidade de crescimento. O risco não está apenas no imposto, mas nas decisões que deixam de ser tomadas a tempo.

A Reforma Tributária aumenta os impostos para todas as empresas?

Não necessariamente. O impacto depende do setor, da estrutura de custos, do perfil dos clientes, da cadeia de fornecedores e da capacidade de aproveitamento dos créditos de IBS e CBS.

Como saber se minha empresa ganhará ou perderá margem com a Reforma Tributária?

A forma mais confiável é realizar simulações financeiras com dados reais da operação, considerando custos, preços, contratos, fornecedores, regime tributário e fluxo de caixa.

Vale a pena mudar de regime tributário por causa da Reforma Tributária?

Depende. A decisão exige avaliação conjunta dos efeitos sobre carga tributária, geração de créditos, capital de giro, competitividade comercial e rentabilidade.

A Reforma Tributária afeta apenas o departamento fiscal?

Não. Os impactos alcançam Financeiro, Comercial, Compras, RH, Jurídico, Controladoria e TI, exigindo integração entre as áreas para preservar caixa e margem.

Quando devo começar a preparar minha empresa para a Reforma Tributária?

Quanto antes. Revisão de contratos, adequação de sistemas, reprecificação, avaliação de fornecedores e simulações financeiras costumam exigir meses de preparação.

A Reforma Tributária exige reprecificar uma vez ou várias vezes?

Várias vezes. A transição ocorre por etapas entre 2027 e 2033, e cada mudança na composição do imposto dentro do preço pede nova revisão de preço e de margem.

Como identificar os maiores riscos financeiros da Reforma Tributária na minha empresa?

Por meio de um diagnóstico que avalie capital de giro, liquidez, geração de créditos, precificação, margem operacional, contratos e estrutura de custos.

A Reforma Tributária pode afetar o valuation da empresa?

Sim. Mudanças na geração de caixa, no EBITDA, no capital de giro e nos indicadores financeiros podem influenciar avaliações econômicas, negociações com investidores e covenants bancários.

A Reforma Tributária exige decisões financeiras, além do cumprimento fiscal

A Reforma Tributária transforma decisões que antes eram rotineiras em fatores determinantes para a competitividade do negócio. Preços, fornecedores, contratos, crédito, tecnologia e gestão financeira deixam de ser temas isolados e passam a influenciar diretamente crescimento, rentabilidade e geração de valor.

Nesse novo cenário, a vantagem não estará com quem apenas compreender a legislação, mas com quem conseguir traduzir suas consequências em decisões melhores e mais rápidas. Enquanto algumas empresas reagirão aos impactos depois que eles aparecerem nos resultados, outras usarão a transição para ganhar eficiência, fortalecer margens e ampliar espaço no mercado.

É nesse ponto que a Crescer com Controle atua: conectando as mudanças tributárias à estratégia da empresa, para apoiar decisões com mais previsibilidade.

As regras principais já estão definidas, embora alguns pontos, como a alíquota de referência e a data do Split Payment, ainda dependam de atos oficiais. O que a empresa decide agora sobre preços, contratos e caixa influencia o resultado dos próximos anos.

Identifique os pontos críticos da sua operação e simule os efeitos sobre caixa e margem. ➜ Agendar Diagnóstico Financeiro Estratégico

 

E muito mais no meu Blog.

Base legal e fontes consultadas

    • EC nº 132/2023 e ADCT
    • LC nº 214/2025 e LC nº 227/2026
    • LC nº 123/2006 e LC nº 224/2025
    • Decreto nº 12.955/2026 (CBS) e Resolução CGIBS nº 6/2026 (IBS)
    • Resoluções CGSN nº 186, 190 e 194/2026
    • IN RFB nº 2.305/2025 e nº 2.306/2026
    • Receita Federal, anúncio de 30/08/2026 sobre split payment (não é norma publicada)

Conteúdo informativo, sujeito a mudanças na legislação. Não substitui consultoria especializada: cada empresa tem particularidades próprias e deve buscar apoio de uma consultoria para suas decisões. A Crescer com Controle não se responsabiliza por decisões tomadas com base neste material.

Atualizado em 29/09/2026